Ele veio do Rio, ela de Fortaleza — e em dezembro de 2019 os caminhos se cruzaram na Órbita. De lá pra cá foram viagens, mudanças, uma pandemia, a Nala, e a certeza de que queríamos continuar voltando um para o outro.
Do Rio ao Ceará,
do ir ao ficar — ficamos.
E vocês estavam.

13 dias depois da gente se conhecer — ele pegou um avião pra São Paulo só pra me ver.


Segunda ida do João a São Paulo, duas semanas depois da primeira (calma, moço!). E foi nesse dia que ele me pediu em namoro.


A essa altura, já tinha virado rotina atravessar o país pra ficar junto.

Cada tchau ficava um pouquinho mais difícil que o anterior.



“A gente não precisa estar perto quando está aqui.” Chegou pelos Correios e ficou pra sempre.


Veio pro carnaval e pra conhecer meus pais — a nossa primeira viagem juntos. E desde o começo a gente já amava uma redinha.

A gente não sabia, mas essa era a despedida em que o próximo encontro não ia acontecer. A pandemia chegou com tudo.

E o João ali do lado, fingindo que não era com ele. Spoiler: era. 💐
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Entre ir e ficar, ficamos. E você estará.
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Abrir lista no casar.comTalvez a nossa história tenha começado antes mesmo da gente se encontrar.
João vinha do Rio.
Minca, de Fortaleza.
Duas histórias acontecendo em lugares diferentes, duas vidas seguindo seus próprios caminhos, até que, em dezembro de 2019, eles finalmente se cruzaram.
Foi na Órbita.
João achou que Minca era “muito inteligente”.
Minca pensou: “o papo desse garoto é bom”.
Não parecia exatamente o início de uma grande história de amor. Mas, aparentemente, era.
Depois vieram as conversas, os encontros, São Paulo e aquela sensação boa de perceber que alguém que, até pouco tempo antes, era um completo desconhecido começava a ocupar um espaço cada vez maior na vida.
E então veio 2020.
Quando ainda estávamos tentando entender o que éramos, o mundo inteiro resolveu parar.
A pandemia chegou cedo na nossa história e trouxe junto tudo aquilo que normalmente demora um pouco mais para aparecer: distância, medo, dúvidas, diferenças, brigas, saudade e conversas difíceis.
Talvez tenha sido ali que começamos a entender uma coisa que, anos depois, se tornaria tão importante para nós:
ficar nunca significou estar parado.
Significou escolher.
E a nossa história sempre teve muito movimento.
A gente foi.
Foi para o Chile.
Foi para o Peru.
Foi para carnavais, réveillons, aeroportos, praias, estradas, festas e viagens que ainda hoje aparecem nas nossas melhores histórias.
Colecionamos lugares, fotos, perrengues, piadas que provavelmente só nós dois entendemos e memórias que já nem sabemos mais dizer exatamente quando começaram.
Rio e Ceará foram, aos poucos, deixando de ser dois pontos distantes no mapa para fazer parte da mesma história.
João veio morar em Fortaleza.
E, no meio de tanta ida, uma coisa foi ficando cada vez mais clara:
a gente queria continuar voltando um para o outro.
Em 23 de julho de 2022, na Praia da Baleia, veio o pedido de casamento.
E talvez aquele “sim” tenha sido apenas a forma oficial de dizer algo que já vinha acontecendo havia algum tempo.
Porque escolher alguém não é uma decisão tomada uma única vez.
É uma escolha pequena, repetida todos os dias.
E seguimos escolhendo.
Em 17 de fevereiro de 2023, veio outro daqueles momentos que mudam tudo sem precisar de uma grande cerimônia: saímos da casa dos nossos pais e fomos morar juntos.
A estrada encontrou a casa.
E o amor, que durante algum tempo tinha vivido em viagens, reencontros e grandes planos, passou a morar também no cotidiano.
Na rotina dividida.
Nos planos feitos na cama antes de dormir.
Nas decisões importantes e nas completamente inúteis.
Nas diferenças.
Nas implicâncias.
Nas reconciliações.
Nos pedidos de comida quando ninguém quer cozinhar.
Na bagunça de construir uma vida de verdade com alguém.
E, claro, na Nala.
Que chegou para deixar bastante claro que essa história já não era mais apenas sobre duas pessoas.
Era sobre família.
Com o tempo, fomos entendendo que amar alguém por alguns dias bonitos é a parte fácil.
O que construímos foi outra coisa.
Foi aprender a permanecer mesmo quando a vida não estava especialmente cinematográfica.
Foi crescer juntos sem precisar crescer iguais.
Foi mudar — porque a Minca de 2019 já não é a mesma, o João de 2019 também não — e ainda assim continuar reconhecendo um no outro o lugar para onde queremos voltar.
Talvez seja isso que mais gostamos na nossa história.
Ela nunca foi sobre perfeição.
Foi sobre construção.
Sobre estrada e casa.
Sobre Rio e Ceará.
Sobre ir e voltar.
Sobre descobrir o mundo e, no meio dele, encontrar alguém com quem dividir o caminho.
E depois de tantos caminhos, hoje o mapa nos traz até aqui:
Fortaleza · 10 de outubro de 2026
Um dia para celebrar tudo aquilo que já aconteceu — mas, principalmente, tudo aquilo que ainda queremos viver.
E tem uma coisa especialmente bonita nisso tudo.
Durante algum tempo, essa história foi só nossa.
Mas ninguém constrói uma vida completamente sozinho.
Em diferentes momentos, vocês estiveram nela.
Sentaram nas nossas mesas.
Viajaram conosco.
Ouviram nossas histórias.
Riram das nossas piadas.
Acompanharam mudanças, começos, decisões, fases boas e outras nem tanto.
De alguma forma, ajudaram a construir a vida que hoje estamos celebrando.
Por isso, esse casamento nunca poderia ser apenas sobre uma cerimônia.
É sobre memória.
Sobre estrada.
Sobre encontro.
Sobre casa.
Sobre festa.
E sobre todas as pessoas e lugares que nos trouxeram até aqui.
No fim das contas, talvez a melhor maneira de contar a nossa história continue sendo a mais simples:
entre ir e ficar, ficamos.
E que sorte a nossa.